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AMEAÇA DE GOLPE NA UFERSA


A democracia nas universidades federais segue sendo atacada pela política fascista de Jair Bolsonaro (sem partido) e seus apoiadores. Agora no Rio Grande do Norte, a UFERSA sofre com uma ameaça de golpe, tendo a possibilidade de não nomearem o reitor eleito Rodrigo Codes que teve 37,55% dos votos da  comunidade acadêmica. Isso porque a terceira candidata em número de votos, com 18,33%, Ludimilla Oliveira fala abertamente que será a próxima reitora por ter mais simpatia do governo Bolsonaro. Enquanto o primeiro e o segundo lugar deixaram claro que só assumiriam caso fossem os mais votados, Ludimilla não deu a mesma garantia. Fez isso porque, possivelmente, acredite que mais importante que representar o desejo da comunidade da UFERSA é ser próxima de setores reacionários. Nesse sentido, comemora ter passe livre em Brasília e uma relação com os militares, além de sua vice ser declaradamente bolsonarista. Assim, acredita que tem sua indicação garantida por essa afinidade, já tendo até encontros com Bolsonaro.  Em live no seu Instagram, Ludimilla disse: “eu vou ser a primeira mulher reitora da universidade e quem não aceitar, saia... quem não aceitar deixe de estudar lá”. Assim, tendo um discurso pseudo feminista, acabou confirmando suas intenções antidemocráticas. Seus objetivos se alinham com o governo fascista de Bolsonaro que organiza diversas intervenções nas instituições federais de ensino. Nesse sentido, podemos lembrar a Medida Provisória 979/20 que dava poder ao Ministério da Educação de nomear os reitores, passando por cima da democracia interna nas instituições. Também, podemos lembrar das últimas intervenções feitas no IFSC e no IFRN, outra instituição federal no estado afetada pela política fascista. Um possível golpe vai na contramão do que a universidade conquistou nos últimos anos. Em 2015, a UFERSA adotou o voto paritário, garantindo que o conjunto dos alunos, professores e servidores técnicos e administrativos tivessem o mesmo poder de escolha para a reitoria, cada um tendo 33,33% de peso nos votos. Nesse sentido, os direitos dos estudantes a democratização do ensino estavam se consolidando. Agora, com a reação fascista, vemos que apenas a mobilização dos estudantes pode ser capaz de garantir os direitos estudantis e a democracia interna no ensino federal. Vemos que nessa luta, a política fascista pode ser derrotada: a MP 979 caducou, Weintraub caiu e os estudantes organizam a luta no IFRN pela posse de seu reitor eleito. Agora, a luta se acirra também na UFERSA, revelando cada vez mais a contradição entre o governo fascista e o interesse dos estudantes. Redação Correnteza Rio Grande do Norte

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