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Mães universitárias na luta pela permanência

Atualizado: 28 de nov. de 2022


Estudantes sorriem olhando para a câmera. Ao fundo há uma faixa em que é possível ler "mulheres mão amazônidas"
Estudantes sorriem olhando para a câmera

Diversas são as dificuldades que as mães universitárias enfrentam na sua jornada acadêmica: conciliar tempo entre cuidado e estudo, ausência de rede de apoio, bem como os entraves que a própria sociedade patriarcal impõe em espaços públicos para Mulher/Mãe/estudante. Quando essas responsabilidades se acumulam, se aumenta também exponencialmente as dificuldades enfrentadas.


Visando unificar as lutas, ampliar estratégias coletivas para ultrapassar os problemas do dia a dia e potencializar os serviços de apoio institucional a este grupo tão grande, tão importante mas invisibilizado e pouco amparado pela universidade, no dia 1° de Setembro deste ano, foi fundado o Coletivo de Mães Universitárias pela Permanência. Participaram estudantes do curso de Pedagogia, Letras Português, Dança, Psicologia e contou com a participação de estudantes homens no cuidado com as crianças enquanto as mães se reuniam.


Neste dia também, o Movimento Correnteza lançou o abaixo assinado para que os filhos das mães estudantes possam se alimentar no RU a 1 real. Hoje, para se alimentar no RU, as crianças devem pagar 10 reais como visitantes, isto é, ou a mãe compra seu almoço por 10 reais ou ela cede para o filho e ela não come. Trazendo para realidade que o país vem enfrentando de aumento da fome, sendo mais de 35 milhões de pessoas nessa situação, não podemos esquecer que dentre essas pessoas estão estudantes, mulheres e crianças.


Surge a necessidade de lutar por essa causa justa. Em conjunto com o Coletivo de Mães Universitárias pela Permanência, já recolhemos mais de 1000 assinaturas em diversos cursos, passando em sala, denunciando a fome e a necessidade do RU atender cada vez melhor os estudantes, as estudantes e seus filhos também, pra que em breve essa situação seja resolvida e que medidas sejam tomadas para facilitar a estadia no ambiente universitário, aumentando assim a permanência das mães , gerando inclusão de verdade.

 

Renatha Farias- Militante do Movimento Correnteza

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