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UFG sob ataque: Governo Bolsonaro intervém em nomeação de nova reitora


O MEC de Bolsonaro nomeou essa semana a reitora menos votada da lista tríplice enviada pelo Conselho Universitário da UFG. Um claro ataque à autonomia universitária e retaliação ao exemplo de lutas intensas que a universidade vem travando no cenário político, local, estadual e nacional.

Na madrugada do dia 11 de janeiro de 2022, a Universidade Federal de Goiás se tornou mais uma das dezenas de universidades federais que sofreram a intervenção de Bolsonaro e seu Ministro da Educação ao não nomearam para o pleito a Reitora, Prof. Sandramara Matias Chave, eleita pela comunidade universitária em ampla consulta aos estudantes, professores e técnicos administrativos.


O Movimento Correnteza, através do DCE UFG participou ativamente do processo de consulta à comunidade, que foi democrático e justo. A entidade também se posicionou contra a nomeação do MEC e em defesa do que havia sido decidido na consulta realizada em junho de 2021. Por mais que não existam controvérsias sobre a reitora nomeada pelo MEC, Prof. Angelita, e esta seja inclusive aliada da nossa luta e militante pelos direitos humanos e das mulheres, não aceitamos a intervenção golpista dos fascistas.


Prof. Sandramara teve 98% dos votos válidos para compor a lista tríplice aprovada pelo Conselho Universitário (CONSUNI). Se tornou uma prática desse governo golpista, no processo de escolha de reitores, nomear o menos votado ou último da lista tríplice que é encaminhada ao MEC ao final da consulta realizada autonomamente por cada universidade. Essa é uma tentativa de desmobilizar a comunidade universitária, destruir e sucatear projetos de universidade que são previamente debatidos pelos candidatos a reitores; em suma, é uma tentativa de provocar caos. Mas esquece Bolsonaro que somos movidos pelo ódio e a revolta contra seu governo, saímos ainda mais fortalecidos e convencidos da necessidade urgente de derrotá-los.


O DCE UFG junto ao ADUFG - Sindicato, APG, SINT - IFESGO e demais entidades gerais de estudantes, professores e técnicos buscam agora mobilizar não só a comunidade mas a sociedade sobre este absurdo. Uma nota conjunta foi lançada nas redes sociais e estas entidades preparam também uma série de manifestações pela nomeação da reitora que elegemos.


 

Letícia Scalabrini - Coord. Geral do DCE UFG e militante do Movimento Correnteza



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