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Pelo fim da violência contra as mulheres!

O Atlas da Violência 2025 revelou que, entre 2022 e 2023, o número de homicídios femininos no Brasil teve crescimento de 2,5%, chegando ao número assustador de 10 mulheres mortas por dia. 68,2% das vítimas são mulheres pretas ou pardas.

 

As jovens também estão entre as principais vítimas: 30,3% tinham idade entre 16 e 24 anos e 22,8%, na faixa dos 25 aos 34. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 33,4% das brasileiras com 16 anos ou mais sofreram violência física e/ou sexual de seu parceiro íntimo ou ex-parceiro, um número maior que a já absurda média mundial de 27%. Sem contar os variados tipos de assédio e de abuso sexual em que as mulheres são expostas nas salas de aula, nos espaços livres, nos banheiros e em praticamente todos os locais da universidade. 


O machismo e a misoginia levam a violências extremas, como ocorreu com a estudante da UFPI Janaína da Silva Bezerra, de apenas 22 anos, estuprada e morta dentro da universidade, em 2023. Casos como esse não podem mais acontecer, muito menos passar impunes. Por isso é urgente a criação e aplicação de políticas públicas que protejam as estudantes dentro e fora da universidade.


As mulheres universitárias representam 57,2% das matrículas em instituições de ensino superior no Brasil, mas são poucas as que possuem auxílios específicos para seus filhos e garantias de segurança nos espaços universitários. 


O Correnteza luta no país inteiro, ao lado do Movimento de Mulheres Olga Benario, pelo amplo acesso à educação, fim do assédio nas universidades, fim da segregação por machismo nos espaços de pesquisa, pela construção e ampliação das creches universitárias e por moradias estudantis com estrutura segura para mulheres mães.



 
 
 

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